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Goiânia, Goiás, Brazil
Escrevemos sobre assuntos ligados à história goiana, genealogia, artes, artesanato e assuntos de interesse de nossa família. Portanto, esse espaço pertence a uma pessoa somente, é público, todos podem ler se quiser, pois aqui publicamos vários tipos de assuntos, a grande maioria dos leitores se manifesta positivamente e com elogios, o que agradecemos muito. Os comentários devem ser acompanhados de identificação, com email, para que sua opinião seja publicada.

sábado, 17 de dezembro de 2011

MAIS UM DOMINGO SEM A CARIDADE, NÃO É DE DEUS!

 Quem doará as dez mil cestas como as que foram arrecadadas no ano passado? E os dez mil brinquedos de qualidade, como bicicletas, velocípedes, lindas bonecas? Quem irá levar os presentes para as crianças do lixão de Aparecida e de outras localidades? Quem visitará os doentes nos hospitais no dia do Natal? Quem celebrará para todos os fiéis da Comunidade Atos?
O povo rezou, porque rezar nos aproxima de Deus. Esperou, porque só quem tem fé espera pelas boas coisas e pelas boas novas. Agradeceu, porque quem é grato recebe a graça a seu tempo.  Natal é tempo de esperança, de confraternização, de refletir sobre as nossas atitudes.  Refletir sobre a resignação de Maria e José que se alegraram em servir ao Senhor. Servir ao Senhor só nos traz alegria. Causa um grande sofrimento deixar de servir a Deus. E se a dor é grande, devemos lembrar que Deus também é grande e grande é o Seu poder!
A dor é grande, essa perseguição não cabe na vida religiosa e muito menos se parte de quem deveria ser o sustentáculo dos sacerdotes. Não há repressão aos comentários que são espalhados com tamanha sordidez sobre o assunto, se não existe respeito entre eles, imaginem o que é possível dizer contra a Igreja. São esses conflitos internos que prejudicam a própria Igreja, são decorrentes da permissividade e da formação de grupos que de bajulam seus superiores, preocupados em manter as aparências mostrando uma estabilidade falsa, sem enfrentar os reais problemas que a sociedade cansa de apontar. Ao invés de atender aos anseios do povo de Deus continuam ligados a problemas irrelevantes, seguindo rotinas e determinações sem cabimento com intuito de punir pequenas desobediências. Punições são necessárias aos seus membros que maculam o nome da Igreja, desrespeitam e ofendem com suas atitudes a sociedade. Cabe ao Bispo manter a uniformidade e orientar seus sacerdotes para que fiquem atentos às necessidades das comunidades que eles acompanham, eles devem abominar a inveja, a falta de respeito e devem ser solidários entre eles e com o povo.
Jesus mostrou que “templo é o Povo de Deus e cada cristão pelo batismo se torna um templo do Espírito Santo. O Altar é o coração de cada um e o sacrifício é o de Cristo na cruz.” Lembrando que o verdadeiro “patrão” do mundo é Deus.
Porém, continuamos com a mesma questão. E os fiéis da Comunidade Atos da Arquidiocese de Goiânia, como ficam? Estão sem sacerdote. Já se passaram sete meses da transferência, porém, o “real” motivo não foi o que se usou em todas as Paróquias – transferir como rotina.  
Hoje, não houve uma liberação total, continua sendo uma punição a todos os fiéis da Comunidade Atos da Arquidiocese de Goiânia, entretanto, se o Padre Luiz, que é o maior interessado em sua vida de sacerdote, novamente aceitou as determinações impostas a ele pelo seu superior, nós temos que aceitar com ele, mesmo sem ser permitido argumentar nós faremos tudo para ajudá-lo a cumprir as determinações, para preservar a sua vida de sacerdote. Podemos ficar indignados, mas não podemos nos manifestar sob pena de nossos comentários se transformarem em mais um motivo fútil para prejudicar a sua vida? Como é essa ditadura? Calar a tantos é impossível, até porque ele - Padre Luiz - está proibido de falar com os fiéis.
Para preservá-lo devemos ficar quietos? Sem ficar indignados com o que acontece?  É difícil e impossível. Explique o que acontece ao jovem, às crianças, é pouco provável que entendam que esse sacerdote caridoso, bom e que traz tanta sabedoria quando faz o seu sermão, está de castigo por ser assim. Não dá para esconder a eles o que está na mídia. A pergunta imediatamente após essa explicação é: "Por que não punem esses sacerdotes que não tem atitudes corretas perante a sociedade? 
Devemos sim, mostrar o quanto os fiéis da Comunidade Atos da Arquidiocese de Goiânia continuam indignados com tudo isso, não podem, sequer, continuar o trabalho a que estão acostumados a fazer toda a semana - doar e servir. Abandonados estão tantas famílias carentes que precisam da ajuda das milhares de pessoas que todos os domingos estavam ali para assistir a missa e colaborar com as obras e atividades.
Peço perdão ao Padre Luiz Augusto, mas volto a manifestar a minha tristeza com o que fazem contra todos, em nome de quem? De Deus tenho certeza que não é.    

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

FÉ EM DEUS E ACREDITANDO NOS HOMENS DE BEM.


"Adorar a Deus"
Ninguém deve ser acusado, julgado e condenado sem ser ouvido, sem saber do que é acusado. Ou o acusado não pode saber a verdade e a verdade é exclusividade de quem acusa, podendo usá-la como quiser? Na pura acepção da palavra a verdade é o que transparece a todos, ninguém pode ter a sua verdade, a verdade é comum a toda a sociedade. Assim, como o erro, errou, a sociedade sabe no que erraram. Não existem meias verdades ou meios erros. A verdade não pode ser estabelecida por resoluções, coisas assim são inaceitáveis. Com a crescente massificação das notícias as  pessoas precisam de ser esclarecidas devidamente, não tem como ficar indiferente aos anseios do povo. Cresce o número de indagações feitas pelos fiéis e elas precisam ser respondidas, em especial para os jovens que são o futuro da Igreja.
Os fiéis de Cristo tem o direito, às vezes até o dever de manifestar aos seus sacerdotes suas opiniões em assuntos que se referem ao bem da Igreja. Têm também o direito de tornar suas opiniões conhecidas de outros fiéis de Cristo. (Segundo o Cânone 212 da Igreja Católica Apostólica Romana)
Estamos tão distantes das verdades de Jesus Cristo, um homem humilde e caridoso, que tinha o maior zelo pelos seus seguidores, instruindo para permanecerem perto dele, não admitia que nenhum seguidor se desgarrasse de sua missão. Andando a pé, desprovido de vaidades, de títulos, somente usava a sua palavra. Não deixava nenhuma criatura sem a sua ajuda. Nas adversidades, nas atribulações, nos erros, era Ele o primeiro a estender a mão. Perdoando ladrões, prostitutas, pecadores e salvando aos doentes, é claro. O que os salvava. A fé no Filho de Deus.
Espelhar-se em Jesus Cristo é isso, não se envaidecer do que faz, mas se despir de qualquer nobreza e estar à altura das esperanças que a Igreja desperta nos fiéis. Por mais que se cale as injustiças, ou melhor, quanto menos se mostra a verdade, mais rumor existe e mais descontentamento entre as pessoas surgem, tornando-se complacentes com as injustiças os que assediam com intrigas interesseiras.
Não há e jamais houve interesse em dividir, em confrontar, mas nunca abandonaríamos o objetivo e a razão de permanecer fortalecendo a Igreja, por causa da liberdade que é conferida a todos os povos.
A Igreja em tempo de Advento se alegra por estar de novo realizando a festa do nascimento de Cristo no meio de nós, essa alegria de renovação é para ser compartilhada com todos, sem exceção, sem exclusão, sem punição. É o momento do perdão, da esperança, do incentivo, de comungar os ensinamentos cristãos.
O cansaço não venceu esse povo de Deus, que com paciência está a espera de uma decisão, confia na boa vontade cristã.  A fé não se abala. Em união com Deus e com a intercessão da Virgem Maria os fiéis caminham esperançosos, essa esperança vem de Cristo.
Acreditamos que essa esperança não será decepcionada. Fé em Deus e acreditando nos homens de bem.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O ADVENTO

 "O tempo de Advento recorda o continuo desejo que o coração humano tem de ver a Deus. Em diversas religiões, mas sobretudo na história do povo da Antiga Aliança, encontramos orações, poemas, narrações onde é evidente o pedido de ver o “Rosto de Deus”. Nos salmos, que são inspirados pelo próprio Deus, é repetitivo este pedido. É como se Deus, ao ensinar-nos a rezar, nos quisesse dizer que o mais importante é querer encontra-Lo, vê-Lo, estar com Ele. Celebrar o Natal é afirmar que Deus Se mostrou! O desejo de ver o Rosto de Deus encontra a sua resposta quando podemos ver o rosto de Jesus. Jesus que é amor, doação, perdão. E isso faz toda a diferença."

ESPERANÇA


Se o que move o cristão é a fé e a fé está calcada na espera sempre de dias melhores, na espera de um dia ficar face a face com o Pai, os fiéis da Comunidade Atos estão esperançosos, confiantes. Nesse momento, há uma enorme esperança em cada coração que não caiu no desânimo, pelo contrário, acreditou que passados os dias da determinação da Arquidiocese, a Comunidade Atos abriria de novo as suas portas a todos os fiéis.
Não há porque desanimar se a própria Igreja Católica Apostólica Romana nos ensina a ter esperança. Nesse texto de Hermínio Rico encontramos alento a toda nossa espera.

“Pede-se um discurso de esperança. Pede-se em especial à Igreja. Fica cada cristão com o desafio de ajudar a dar sentido às dificuldades de todos e de aumentar o ânimo coletivo. A fé cristã tem recursos para transmitir essa esperança, acredita-se. E é verdade. Mas é preciso ter cuidado para não cair rapidamente num discurso fácil, nas aparências muito cheio de fé, mas de fato vazio e sem poder mobilizador, podendo até correr o risco de ser alienante. Um discurso muito pouco cristão, portanto. Oferta muito fraca seria.
A esperança cristã não é uma simples crença que tudo vai correr bem, roçando a superstição numa enigmática sorte que, vinda do céu, acabará por nos cair nas mãos. Ou um mero exercício de credulidade que passivamente assegura que Deus nos virá resolver todas as dificuldades. A esperança cristã não é uma aposta na probabilidade de um milagre exterior. É, isso sim, chamamento a uma abertura confiante à responsabilidade. A esperança não promete mudar nada por fora, mas muda radicalmente a atitude da pessoa por dentro, no modo como encara os desafios exteriores e lhes responde. A esperança cristã não altera a realidade em que a pessoa vive, mas transforma profundamente a forma como a pessoa vive essa realidade.
O fundamento da esperança cristã é o poder da presença ativa de Deus. Mas onde se mostra esse poder? A esperança cristã não assenta numa convicção que Deus nos vai tornar as coisas mais fáceis. Antes, acredita – e ao acreditar vai experimentando – que Deus nos dá a força para arrostar mesmo com as coisas mais difíceis. Aposta que, na abertura à relação com Ele, encontraremos confiança e resiliência para não temer e nunca desistir. E isso vai-nos dando a certeza que nada nos destruirá, porque o poder que nos sustenta é sempre mais forte.
A esperança salva-nos, antes de mais, da paralisia do medo e da lamentação, da tentação da fuga e da descrença nas nossas próprias capacidades. Ao defender-nos do cepticismo, no entanto, não nos desviar o olhar da realidade, em toda a sua dura e crua verdade. Sem nos dispensar dum realismo pragmático, a esperança chama à responsabilidade, ao empenho, e mesmo ao sacrifício, e exige iniciativa, criatividade, ação.
A ação que se nos impõe pode pedir-nos despojamento, retorno a um estilo de vida mais austero. Esperança não é fazer-nos crer que não perderemos nada, mas assegurarmo-nos que, mesmo que tenhamos de prescindir de muito do que consideramos imprescindível, há vida e gosto por ela bem para lá dessa privação.
A esperança não esconde a crise nem a pinta de outras cores. Mas não nos permite não fazer nada, antes nos impele a agir, mesmo na fragilidade da falta de soluções garantidas. Fragilidade não é impotência, é apenas convite a mover-se por um poder que não possuímos completamente. Esse poder, se nos deixamos conduzir por ele, logo nos dirá que, mesmo na fragilidade, somos mais fortes que as crises e acordará em nós capacidades desconhecidas. Esse é o poder da esperança: desloca a nossa confiança para um fundamento muito mais sólido do que o nosso ilusório domínio sobre todas as coisas.
A esperança cristã é uma esperança pascal, de passagem de morte a ressurreição. Passagem é começar num lado e chegar até ao outro, mas é preciso percorrer todos os passos intermédios. A passagem pascal não inventa atalhos nem se desvia da dureza do caminho, mas encontra força para ir até ao fim, provando que a vida movida pelo amor é mais forte do que cada uma a uma das ameaças que a confrontam. A esperança pascal não anula as tribulações, mas dá força para as superar. Afirma-nos que somos capazes. E aponta o triunfo de Jesus ressuscitado como fundamento e garantia.
A esperança põe-nos em atitude de passagem. Mas só há passagem se não recuamos nem paramos. Para a frente. Vamos!”

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

MAIS UM DOMINGO SEM ELE, SEM O PADRE LUIZ AUGUSTO

‎"Quem gosta de dar alegrias aos outros, consegue que os outros façam o que lhe dá alegria."  (São João Bosco)
Mais um domingo...
Quando se tem uma Igreja que lhe acolhe bem, que lhe ensina muito, aonde encontramos as palavras que atendem aos nossos anseios, aonde a rotina é quebrada pela enorme unção que reina no meio do povo de Deus, devemos agradecer a Deus em primeiro lugar e partilhar a nossa alegria.
Hoje foi um dia especial para os fiéis que estavam assistindo à celebração do Padre Artur na Comunidade Atos. A alegria do Advento contagiou a todos, somada à alegria de estar ali reunidos, de poder rezar e cantar em um ambiente familiar, em um lugar em que a presença de Deus parece envolver a todos, a paz se encontra ali. O verde é tão intenso! A beleza do azul do céu encontrando com o verde no horizonte deixa nítida a grandeza de Deus, tamanha beleza, é de se cantar: Quão grande és tu, meu Deus! Pode parecer bobagem, mas, chovia muito e a estrada era um atoleiro só, a chuva foi passando e, os carros iam chegando em fila indiana, pacientemente, os motoristas dos carros foram passando os atoleiros, ninguém desistiu. Os carros chegaram sujos, com lama até nas maçanetas, sujos de barro por todos os lados, mas chegaram. Era de arrepiar de emoção ver tantos carros e tantas pessoas. Aos poucos foram entrando e lotando o galpão/capela da Atos. Eram muitos, vieram sem ter sido convocados, foram os fiéis generosos que foram avisando de um a um, de recado em recado, sobre o almoço beneficente para a construção da Casa de Nossos Pais.
Estavam ali, com a alegria estampada nos rostos. Foram tantos abraços, sorrisos de boas-vindas e com a Bíblia na mão iniciaram a Santa Missa, que unção, que benção! Estavam felizes com a celebração do Padre Artur, rezavam com devoção, com muita alegria, esperançosos, mas, quando os olhares se encontravam percebia-se a dor contida em cada um, às vezes as lágrimas teimando escorriam pelo rosto, doídos no coração por não poder ter a cena completa de uma celebração ali, faltava um membro, que não participava em seu devido lugar, em seu merecido lugar, no lugar aonde Deus lhe ungiu para estar, aonde ele abençoava a todos com muita unção.
Contudo, foi um dia perfeito segundo a vontade de Deus. Por isso, os fiéis da Comunidade Atos devem agradecer a Deus o benefício que receberam, agradecer a graça do dia de hoje, a graça de partilhar a celebração com todos os irmãos. O dia foi de alegria porque foi alcançado o objetivo do evento, o almoço foi o que se esperava. Como “formiguinhas obreiras” os fiéis da Comunidade Atos estão trabalhando no projeto da Casa de Nossos Pais.
Quando realizamos algo bom devemos compartilhar com o irmão. Uma boa ação, normalmente, tende a ser imitada. O mesmo acontece com uma boa evangelização. Quando percebemos que tivemos a vida transformada com a ajuda de um bom evangelizador, devemos anunciar ao mundo a nossa transformação, para que outras pessoas possam, também, receber a graça. A graça de poder continuar juntos, todos os fiéis da Comunidade Atos, as ações de caridade ao próximo.  

sábado, 10 de dezembro de 2011

RUA 10 - DA MINHA INFÂNCIA, JUVENTUDE, ATÉ 1988.

Passando pela Rua 10 senti um aperto no coração, constatei que nada ficara da rua em que vivemos por muitos anos. Um sentimento de desapontamento, entretanto, é sabido que existe uma contínua ação contra a cidade desmanchando e mudando o seu traçado, conforme acham que devem, achando que é permitido em função de seu crescimento, por ser necessário, porém cuidem da memória, não se pode modernizar desfigurando o que deve ser preservado. Já venderam quase todas as praças projetadas para que no futuro a população tivesse espaços urbanos para lazer e, também, que embelezasse a cidade. Restam poucas a como a da esquina da Avenida Z com a Avenida República do Líbano, Setor Aeroporto, existiam por toda a cidade, sobrou uma.
Da Rua 10 quase nada restou, até o nome mudaram para Avenida Universitária.
Em 1946, meu pai, como a sua família, escolhera as imediações da Rua 20 para construir a sua primeira residência. Nessa época a cidade era pequena e as pessoas pioneiras construíam as suas casas no Centro, hoje, Setor Central. A residência de meu pai era na Rua 10, número 25 esquina com a Rua 20. Ainda não tinha a Catedral. A Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, aonde meus pais se casaram, era no imenso lote onde hoje está o Edifício Dom Abel.
A Praça aonde construiram a Catedral era grande. Fizeram um belo projeto para a igreja. Lembro quando iniciaram a sua construção. Brincávamos nos montes de areia colocados no pátio em frente à construção. Ali eu perdi um pé de um brinco que tinha sido da minha bisavó. Chorei, como qualquer criança que perde algo que gosta, mas a montanha de areia era tão alta que era impossível achar ali um objeto tão pequeno.
Em 1961, meu pai retornou à Comarca de Goiânia, após 11 anos no interior como Juiz de Direito. Voltamos a morar, desta vez, definitivamente, na casa da Rua 10, bem em frente à porta principal da Catedral e ali foi a residência de minha família até 1988, quando meu pai faleceu.
A construção da igreja já estava adiantada, o interior estava quase pronto, já permitia que as missas fossem celebradas ali dentro, embora estivesse inacabado. Estavam terminando a torre. Porém, nunca fizeram o acabamento definitivo, o que está no projeto. Hoje, imensos edifícios sufocam a Catedral, ela deveria ter ficado sozinha no centro de sua praça.
A Rua 10 era uma rua com imensas árvores - Mangubas - e ao entardecer os pardais se instalavam em seus galhos, fazendo alegre algazarra. Em seus bancos, os jovens conversavam, namoravam e viam as suas paqueras passando de um lado para o outro. Lindas mulheres goianas moravam na rua 10 e por perto, elas arrancavam suspiros silenciosos de muitos fãs quando desfilavam a sua beleza ali. Alguns dizem que ali passaram as mulheres mais bonitas de Goiânia. Seus bancos, se falassem contariam histórias do homem calendário de nossa época, que pela data do aniversário ele dizia o dia da semana que a pessoa havia nascido. Dos estudantes "comunistas" que sentavam ali para discutir o destino do Brasil, alguns foram presos e outros desapareceram. Das alegres meninas do Assunção e do Auxiliadora que esperavam os ônibus escolares sentadas ali, contando casos inocentes, dando risadas. Das angústias e tristezas dos bêbados que dormiram neles. Dos seresteiros da madrugada, que ensaiavam ali as músicas para cantar nas janelas de suas amadas. Eu era premiada com esses ensaios poque a janela do meu quarto era para a Rua 10. Das procissões das festas católicas. Das opressões aos estudantes cercados dentro da Catedral em 1966. Do vai e vem dos estudantes universitários...e tantos casos perdidos na destruição de seus canteiros.
A Rua 10 era uma rua calma, alegre, rua de paquera. A casa de meus pais, por ser em uma esquina, proporcionava ampla visão dos que passavam de carro, era um dos pontos de encontro de jovens durante as tardes. Não havia o costume de ir a bares para beber, os jovens se encontravam nas ruas e avenidas do centro, formando grupos para conversar e paquerar e após a missa das 19 horas na Catedral da Rua 10 eles iam para a casa de um dos amigos para dançar twist e hully-gully, uma dessas casas era a casa da Rua 10 com a 94, charmosa com “bay-window”, ela foi demolida recentemente para dar lugar a uma farmácia, como a de meus pais, que também tem uma farmácia no local, uma em frente à outra.
Das famílias que moraram ali, muitos são homens e mulheres que fazem parte da história de Goiás, tornando essa rua histórica, pelos acontecimentos e pelas pessoas que ali viveram. Agenor Cançado, Miguel Cançado, João Candido de Oliveira, Misach Ferreira, Renato Olinto de Almeida, Pedro Minadaks, os Crosara, José Americano Roriz, Oriz Rego, Hermerico Silva, Paulo de Castro, Wison da Paixão, Olga Metran, Joaquim Gonçalves, Luiz Cruz Filho, Corintho Santos, Clenon de Barros Loyola, Jacy Rezende, Maria Mendes Loyola, Ataliba Jardim, Miguel Frauzino, Arthur da Cunha Bastos, Antonio Ferreira, Liberato de Melo, Oswaldo Ferreira, Carlos Rochael, Walfredo Antunes de Oliveira, Joaquim Sobrosa, Leo Lynce de Araújo, Hidelbrando Machado, Otelo Áurea, Elizeu Lima, Zenon Antonio Pinheiro, Wilson Mendonça e Dione Costa. Se houver esquecimento, perdoem e acrescentem.
É uma rua especial, que esse seja um bom projeto, que se torne útil e a embeleze, para que ao passar por ela as pessoas que ali viveram possam suspirar de saudades e, ao mesmo tempo, de contentamento ao ver o que ali estiver construído. Assim, a dor não será tão grande.

FOTOS COMUNIDADE ATOS AS CELEBRAÇÕES DO PADRE LUIZ AUGUSTO

ASSIM SÃO AS MISSAS CELEBRADAS PELO PADRE LUIZ AUGUSTO. TANTOS A PROCURA DE UMA CELEBRAÇÃO TÃO LONGE , PORQUE ALI ESTÁ O QUE PROCURAM, A PALAVRA DE DEUS COMPARTILHADA COM OS FIÉIS, A PALAVRA DEVE ATENDER OS "ANSEIOS DO POVO DE DEUS,  SAIR DA ROTINA". 
Frase de uma entrevista do Arcebispo de Lisboa, em a Voz  da Verdade. FOTOS DE BRUNO RAGONESI










           FOTO DO BRUNO KARIM LANÇAMENTO DO CD SAGRADA VOX 




COMUNIDADE ATOS E SEUS COLABORADORES - FIÉIS CATÓLICOS


Nosso amor é devotado a Deus, seguindo os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, Mestre dos Mestres.

Mais e mais dias se passam, mas a confiança não esmoreceu, os fiéis católicos da Comunidade Atos aguardam a decisão da Arquidiocese. Cabe, ainda, esclarecer que todas as pessoas que frequentavam as celebrações e participavam das atividades ali realizadas, são como paroquianos, não exercem funções de direção e comando na Comunidade Atos, são esses fiéis católicos que estão pedindo um pouco da atenção e uma avaliação das coisas que realizam em prol das pessoas necessitadas, não podem ser confundidos com seus respeitosos dirigentes, que se mantêm na mais rígida observância das determinações da Arquidiocese. Os fiéis são pessoas que podem se manifestar pela simples razão de que são livres, seguem as determinações e em nenhum momento se posicionaram contra algo, mas, apenas estão reivindicando o direito de poder continuar a assistir as celebrações e participar das comemorações e trabalhos sociais conforme orienta a Igreja Católica.  
Sabemos que é deficiente o número de entidades filantrópicas para atender a população pobre, desamparada e às pessoas com necessidades especiais. Quantas vezes vemos entidades serem punidas e interditadas por órgãos públicos, pois, são entidades de fachadas, registradas somente nos papéis, não cumprem qualquer função social, são criadas para receber doações, são falsas, coisas desse tipo.
A Igreja Católica tem o privilégio de ter a credibilidade de seus fiéis e de vários segmentos da sociedade, portanto é capaz de se organizar e cumprir muito bem a sua função social como tem sido feito, abrindo e administrando entidades prestadoras de serviços filantrópicos em todas as áreas aonde se encontram as maiores deficiências de atendimentos. E, o quanto puder ser feito, ainda é insuficiente, pois a carência é demais.
Um país como o Brasil, que ainda não atingiu nem um terço da sua meta de erradicar a pobreza, precisa da contribuição de organismos e instituições que se coloquem à frente desse trabalho humanitário de atender às pessoas necessitadas. Aqui entra o importante e milenar trabalho desenvolvido pela Igreja Católica, entra a sua missão de levar auxílio aos desamparados, aos oprimidos, aos doentes, aos abandonados, aos sem teto, aos pobres. Nem é necessário enumerar a quantidade de outros itens, pois, a lista ficaria muito extensa.
Nessas ocasiões penso ser um privilégio ser cristão, abandonar tudo e seguir Jesus, se desprender de vaidades, de bens materiais, nem é preciso ser Santo, pois Santo não é a prerrogativa para se tornar seguidores de Cristo, eles se tornam Santos à medida que agem conforme as Sagradas Escrituras: “Toda a Escritura é inspirada por Deus, é útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para a boa obra.”
Portanto, não podem confundir as etapas dessa história. Transferência é coisa do passado, aceita e resolvida. Progredir na graça de Jesus Cristo é o propósito dos fiéis da Comunidade Atos contribuindo com novos empreendimentos, confiantes na experiência de quem criou a Casa Bom Samaritano, a Casa Pobre de Deus, a Casa Mãe de Deus, a Creche Coruja e o Projeto Luz que Liberta.
Os fiéis da Comunidade Atos são, também, os profissionais da área de saúde que uma vez por mês realizam  atendimentos gratuitos a diversas pessoas através do programa “Atos Saúde”, atendem na sede da Comunidade Atos, no lixão de Aparecida e aonde se fizer necessário. São especialistas das áreas de: Cardiologia, Clínica Geral, Dermatologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Pediatria, Ginecologia, Oftalmologia, Neurologia, Ortopedia, Psicologia, Fonoaudiologia, Nutricionistas, Fisioterapeutas, Odontologia, Assistentes Sociais e Educadores Físicos. Após as consultas, os pacientes recebem da Farmácia ali instalada, os medicamentos prescritos sem nenhum custo. Os óculos, assim como os medicamentos, são doados aos pacientes.
É com a colaboração financeira e o trabalho voluntário que são realizados todas atividades assistenciais, como a distribuição das cestas básicas todos os finais de semana para as famílias carentes cadastradas e o amparo às pessoas “adotadas” que vivem ali sob a curatela do sacerdote Padre Luiz Augusto. 
Agora, estão construindo a Casa de Nossos Pais que abrigará pessoas idosas, uma casa tão necessária... Uma casa que teria iniciada a sua construção, e, provavelmente, estaria quase terminada, podendo atender aos idosos abandonados...  
São milhares de fiéis que se sentem impedidos de continuar o mais nobre de todos os serviços que há no mundo: a caridade ao próximo. Não há razão lógica para uma punição a tantos assim.  Essa força caridosa seria valorizada em qualquer outra situação – ou empreendimento – e assim espera ser.
A Paz de Cristo! 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

COMENTANDO O TEXTO DE SORAYA PORTO SEBBA CHATER SOBRE OS FIÉIS DA COMUNIDADE ATOS


Muito bom!  Não estamos contra a Arquidiocese, fazemos parte dela, queremos continuar a exercer a nossa missão católica. Os fiéis da Comunidade Atos são pessoas que como você e eu dedicaram seu tempo, serviço, e porque não dizer, eles investiram na sede da Comunidade Atos, porque para lá foram transferidos em função de uma determinação de um ato normal da Igreja ao seu Padre e por opção natural de todos,  eles acreditaram que estava resolvida a questão da transferência. Não se despreza essa força católica que é a maior organização de trabalhos de caridade que tem atuação aonde o poder público não alcança. A Diocese pode, de acordo com suas normas internas, tomar medidas com relação aos seus membros sem a necessidade de prestar contas a ninguém, mas, isso não se aplica aos fiéis, a Igreja deve satisfação aos fiéis que em última instância são quem a sustenta. A Comunidade Atos é a instituição com melhores resultados em aplicação de seus recursos em prol da Igreja e das pessoas carentes, é a mais eficiente em levantamento de recursos para suporte da Igreja e de diversas ações de assistência social. A Igreja por sua tradição pode não dever satisfação aos seus membros diretos, mas, sem dúvida deve satisfação a quem contribui voluntariamente com dinheiro, tempo ou qualquer outro recurso material, pois são esses mesmos voluntários que, frequentemente, se decepcionam com hierarquia da Igreja e migram para instituições evangélicas, isso tudo causa um grande desgaste para a Igreja, que nos dias atuais anda precisando muito da confiança e solidariedade das pessoas no mundo todo, conforme tem sido noticiado. Padre Luiz Augusto sendo punido, atinge a todos os fiéis.
Quando escrevo, não escrevo com intuito de atacar a Igreja que é a nossa instituição, mas, tenho procurado fazer com que entendam que os fiéis da Comunidade Atos sempre cumpriram a missão da Igreja, são necessários e estão abandonados precisando de apoio, de orientação. Falo em meu nome e assino tudo o que escrevo com meu nome completo, pois, eu sou responsável pelo que assino. O objetivo é ter o Padre Luiz de volta, é claro, mas é também, ter uma orientação justa para todos os fiéis da Comunidade Atos.

OS FIÉIS DA COMUNIDADE ATOS SÃO MUITOS MEMBROS, UM SÓ CORPO, MUITOS DONS E UM SÓ ESPÍRITO, SÃO DA ARQUIDIOCESE DE GOIÂNIA

ASSIM SÃO AS MISSAS DA COMUNIDADE ATOS....

SÃO MILHARES DE PESSOAS UNIDAS REZANDO!
UNS PELOS OUTROS E POR TODOS...
AS CRIANÇAS APRENDEM CEDO QUE O SILÊNCIO É SINAL DE RESPEITO.
TODOS TEM UMA HISTÓRIA CRISTÃ A COMPARTILHAR
NO MOMENTO DO SERMÃO NEM AS CRIANÇAS CONVERSAM, PARA NÃO PERDER UMA PALAVRA SEQUER DA SABEDORIA DO PADRE LUIZ
O QUE ELE FALA INTERESSA A TODOS
E ESSAS PESSOAS, AH COMO AMAM A DEUS E GOSTAM MUITO DO PADRE LUIZ.
O TEATRO EXPLICANDO MELHOR ÀS CRIANÇAS O EVANGELHO DO DIA
ELES SE ESFORÇAM E CONSEGUEM PRENDER A ATENÇÃO ATÉ DOS ADULTOS.
ASSIM FICA A IGREJA, ESSE É O POVO DE DEUS DA COMUNIDADE ATOS.
AONDE DOIS OU MAIS ESTIVEREM REUNIDOS ALI EU ESTAREI, E ESTÁ.
LOUVANDO AO SENHOR!
TODOS APRENDEM A LER A BÍBLIA, SE A CADA DOMINGO LEMOS 3 PASSAGENS E O SALMO, SE SÃO 4 DOMINGOS A CADA MÊS E SÃO 12 MESES, PORTANTO AO FINAL DE UM ANO LITÚRGICO OS FIÉIS FAZEM NO MÍNIMO 192 LEITURAS DIFERENTES NA BÍBLIA E APRENDEM A CONHECÊ-LA.
COMO PODEM RECUSAR A A EVANGELIZAÇÃO DE MAIS DE TRÊS MIL FIÉIS E COLOCAR O SACERDOTE MAIS ATUANTE ATENDENDO A 16 PESSOAS???????????????

AS BELAS FOTOS FORAM CEDIDAS PELO FIEL AMIGO DA COMUNIDADE ATOS BRUNO RAGONESI