"Terminou a reunião e a decisão já foi tomada por Dom Washington, não estou aqui para questionar, só acho que a arquidiocese deve uma explicação, não só para os católicos, mas, para o povo de Goiás. É a conduta não só de um padre, mas, de um ser humano que está no ar. Só queremos o por que? Ave maria..." Copiado do facebook de Valéria L. Junqueira
Diante de tantos comentários e questionamentos será que teremos uma resposta agora?
Desde a primeira vez que tomaram a decisão de transferir o Padre Luiz, foi questionado o por que e quem arcaria com as necessárias despesas de todas as obras de caridade iniciadas por ele. Pois bem, como elas estão? São casas e ações que deveriam ter a vigilância das pessoas que doam, porque nunca se tem respostas aos questionamentos feitos à Igreja de Goiás.
Padre Luiz é um dos poucos padres próximo ao povo, as pessoas podem conversar com ele sempre, ele atende a todos, o que é difícil em outras paróquias.
Porque se deve uma resposta ao católicos de Goiás. Pois, os projetos dirigidos e iniciados por ele tiveram a grande ajuda de seus "seguidores" - servos de Deus - qual a resposta da Igreja para todos nós engajados em trabalhos caridosos com a liderança do Padre Luiz? Por que a Igreja não se importa em responder aos que colaboram para o seu fortalecimento? Somos fiéis católicos ativos, investimos nosso tempo, nossos esforços e, porque não dizer, investimos nosso DINHEIRO em obras de caridade. Cabe, sim, aos fiéis, cobrar uma continuidade e respeito aos seus interesses caridosos. Afinal somos o povo de Deus, sem o povo de Deus a Igreja não existe. Não há interesse em deixar de ser católico, mas sim de continuar a realizar as obras de caridade tão necessárias e que ainda são poucas, mas, só se consegue esse dinamismo tendo um padre que realmente sabe ser incansável em servir a Deus. No dia do Leilão escutei vários doadores comentando sobre a seriedade de seu trabalho e que estavam ali porque doaram lotes inteiros (caros) e iriam arrematar os mesmos e doar novamente, para que o leilão rendesse mais. Isso se chama credibilidade.
A atitude do Padre Luiz é de respeito com o bem maior que a Igreja tem: o ser humano - desde os mais necessitados até aos mais ricos, pois, eles, também, necessitam de seu auxílio espiritual. Jesus veio para os necessitados.
Padre Luiz é SERVO de Deus, ainda, tenho fé, terá a admiração de seus companheiros, porque o que ele faz é enobrecer a sua Igreja com seus sermões e a sua generosidade.
Por Deus não deixem milhares de pessoas órfãs de um grande sacerdote, mas acima de tudo de um sacerdote que é exemplo de bondade da Igreja Católica. Ave Maria... Eu creio.
Aos que criticam deveriam se ater mais aos documentos da Igreja e à sua história, e melhor seria se nada disso estivesse acontecendo dentro da nossa Igreja, com excelentes sacerdotes, ninguém chega ao alto comando da Igreja se não por méritos.
Há muita crítica aos carismáticos, mas, se o próprio Papa Bento XVI tem um longo documento elogiando e pedindo que incentivem aos Sacerdotes Carismáticos, por que isso? Esse é o início do documento do Papa, ele completo está publicado nesse blog também e disponível no site do Vaticano.
O DISCURSO DO PAPA BENTO XVI, em Assis, na Itália
Em Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Venerados Irmãos
no Episcopado e no Sacerdócio
Queridos irmãos e irmãs!
Apresento com vivo prazer a todos vós as minhas cordiais boas-vindas, e agradeço-vos a visita que me fazeis por ocasião do II Encontro Internacional dos Bispos que acompanham as novas Comunidades de Renovação Carismática Católica, do Conselho Internacional da Catholic Fraternity of Charismatics Covenant Communities and Fellowships e, por fim, da XIII Conferência Internacional, convocada em Assis, sobre o tema: "Nós pregamos Cristo Crucificado, poder e sabedoria de Deus" (cf. 1 Cor 1, 23-24), na qual participam as principais Comunidades da Renovação Carismática no mundo. Saúdo-vos a vós, queridos Irmãos no Episcopado, e a todos vós, que trabalhais ao serviço dos Movimentos eclesiais e das Novas Comunidades. Dirijo uma saudação especial ao Prof. Matteo Calisi, Presidente da Catholic Fraternity, que se fez intérprete dos vossos sentimentos.
Como já tive a ocasião de afirmar noutras circunstâncias, os Movimentos eclesiais e as Novas Comunidades, que floresceram depois do Concílio Vaticano II, constituem um singular dom do Senhor e um recurso precioso para a vida da Igreja. Eles devem ser acolhidos com confiança e valorizados nas suas diversas contribuições para os colocar com confiança ao serviço da utilidade comum de modo ordenado e fecundo. De grande interesse é também a vossa actual reflexão sobre a centralidade de Cristo na pregação, assim como sobre a importância dos "Carismas na vida da Igreja particular", com referência à teologia paulina, ao Novo Testamento e à experiência da Renovação Carismática. O que aprendemos do Novo Testamento sobre os carismas, que surgiram como sinais visíveis da vinda do Espírito Santo, não é um acontecimento histórico do passado, mas realidade sempre viva: é o mesmo Espírito divino, alma da Igreja, que age nela em cada época, e estas suas intervenções misteriosas e eficazes manifestam-se neste nosso tempo de modo providencial. Os Movimentos e as Novas Comunidades são como irrupções do Espírito Santo na Igreja e na sociedade contemporânea. Então podemos dizer que um dos elementos e dos aspectos positivos das Comunidades da Renovação Carismática Católica é precisamente a importância que revestem nelas os carismas ou dons do Espírito Santo e mérito seu é ter evocado na Igreja a actualidade.