
Missa das 10 horas no domingo - foto de Bruno Karin
Apesar das
dificuldades milhares de pessoas continuam indo aos domingos lá, no bairro Expansul,
município de Aparecida de Goiânia, para as missas na Paróquia Santa Teresinha do
Menino Jesus. Poderíamos então dizer que agora no Rincão, quase pronto, os
fiéis se sentem melhor, é verdade, porém, está longe de ser o ideal, contudo
não é isso que determina a ida das pessoas para lá, ali eles estão indo para participar
das celebrações da Santa Missa e de outras atividades que são dirigidas pelo
Padre Luiz, que para todos está claro que essa é a sua missão agora. São pessoas
perseverantes, embora percebam que estão sendo testados em todas as situações,
aliás, têm sido assim, há mais de um ano e nada tem sido facilitado. As
perseguições são estratégias para minar os esforços dessa gente? Todo o fardo imposto
– distância, desconforto, exigências, proibições – tudo foi aceito em nome da
obediência e tem sido superado com a proteção de Deus, embora estejam sempre
apreensivos, porque, de repente, surge um fato novo que pune a todos.
Enquanto o Padre
Luiz se mantém ocupadíssimo na prática do bem, realizando a sua missão, sistematicamente,
ele tem sido desrespeitado e humilhado por colegas e por quem deveria zelar pelas
pessoas da Igreja – o Bispo. Perguntem a Dom Washington e a Dom Waldemar,
quando estiveram com os católicos que rezam com o Padre Luiz Augusto pela
última vez? Perguntem se eles já participaram de algum evento dessa Comunidade.
Ora, esses católicos são os mesmos que sempre colaboraram e colaboram, como
qualquer bom católico, para que a Igreja possa realizar as suas obras, são os
mesmos que ajudaram a edificar patrimônios para a Igreja, são os mesmos que,
apesar de toda a discriminação, continuam com a fé inquebrantável, unidos ao
dinâmico evangelizador, pastor e mestre Padre Luiz Augusto, são conduzidos para
a prática do bem. A fé viva em seus corações os anima a reiniciar quantas vezes
for necessário, pois, essa foi uma escolha espontânea de cada um dos que ali
estão.
Dom Washington,
pastor da Arquidiocese, será que delegar a Dom Waldemar todas as ações para
determinar o agir, o pensar e etc ao Padre Luiz, foi correto? Será que Dom
Waldemar age imparcialmente quando decide qual a melhor paróquia para um
sacerdote? Ou quando analisa as conversas e condutas de sacerdotes das outras
paróquias, inclusive as de seu sucessor na Sagrada Família? Ou, ainda, parece que foi armada uma encenação
com as diversas transferências ocorridas, simultaneamente, à transferência do
Padre Luiz, qual era o intuito? Calar a sociedade católica, justificando assim
que era normal transferir sacerdotes como fizeram com o Padre Luiz? Já fizeram
duas transferências com o Padre Luiz e como se explica o retorno de alguns
padres às paróquias de origem, como aconteceu com o Padre Rodrigo, o Padre
César e outros?
Os esforços para
cumprir as determinações que emanam da direção de Dom Waldemar, com o aval de
Dom Washington, têm sido enormes, será que reconhecem? Talvez uma visita ao
local para ver de perto como é a realidade ali, seja útil, entenderiam que há
necessidade de valorizar essas pessoas, deixar que o Rincão, que mais uma vez
foi construído em tempo recorde, seja um novo local de missas para milhares de
católicos. Hoje, as pessoas estão apreensivas, não podem expor a alegria,
porque quem conhece a história do Padre Luiz Augusto sabe que as duas primeiras
punições aconteceram assim que ele concluiu as construções da Paróquia Sagrada
Família e do Rincão da Comunidade Atos. Para bom entendedor, meia palavra
basta. Ou será que por isso, usam, em tom de crítica, denominar aos que são
chamados de “adoradores” do Padre Luiz como construtores de patrimônio, da
melhor qualidade, para a Igreja? E, assim, concluídas as construções são determinados
e obrigados a abandoná-las cumprindo ordens de quem manda – do Bispo Dom
Waldemar, sem direito a argumentação. Ou, pensam que esses mesmos “adoradores”,
que a Arquidiocese não tem o mínimo apreço por eles e os ignora, têm sido
usados para pagar contas da Igreja, até então estavam de acordo, porque é por
amor e dedicação ao próximo que fazem, mas, pagar contas oriundas de desacertos
de má gestão, geradas por incompetência de terceiros, tenham paciência e
respeitem a essas pessoas. Então querem dizer que a Paróquia da Sagrada Família
é da Arquidiocese, mas as contas de lá continuarão sendo do Padre Luiz? Porque,
estão exigindo que o Padre Luiz assuma compromissos com a Arquidiocese,
acarretando a paralisação da obra? Ora, têm ótima percepção os chamados “perseguidores
de padre”, entendem bem o que tem acontecido e está acontecendo. Padre Luiz
vive em sua simplicidade, até o que todos recebem como ajuda de custo, ele
deixou de receber da Igreja há mais de treze anos.
É verdade, é preciso
respeitar as hierarquias, é uma questão de ordem para o sucesso de qualquer
empreendimento. A obediência é óbvia, mas isso não quer dizer que o subordinado
deva ser submisso aos caprichos do chefe. É comum pessoas do clero repetirem
essa frase com tom de orgulho sempre que querem forçar alguma coisa: “é melhor
errar com a Igreja, do que acertar sem ela”, Santo Agostinho ficaria indignado
de ver suas palavras tão mal empregadas. Não, não é, o correto e o melhor, é
claro, é acertar não só com a Igreja, mas, pautar a vida fazendo corretamente tudo,
principalmente, quem comanda. A obediência emana de uma autoridade sábia,
respeitosa, que não humilha os subordinados, esse é o sentido da obediência, e
não essa enxurrada de ordens que mostram, claramente, um descontrole emocional,
onde transparecem vários dos pecados capitais condenados pela própria Igreja,
inveja, ódio, cobiça, difamação e outros, que destroem qualquer sinal de
liderança sadia. Fica parecendo que a direção da Arquidiocese estava em transe
quando decidiu as providências que emanam de lá, isso mina completamente a
confiança de seus subordinados (os católicos “adoradores”), criando uma casta
de puxa sacos que querem se dar bem a qualquer custo, a custo da subserviência,
do aplauso fácil e do fuxico. Algumas vezes negando o óbvio, insuflando padre
contra padre, plantando a discórdia e a desconfiança entre pessoas que deviam
espelhar seus comportamentos em Jesus Cristo.
Ainda se lembram da
frase do para choque do caminhão que dizia “enganar as pessoas é fácil, duro
vai ser explicar a Deus”? E, de Lúcifer? Ele era um anjo do Senhor e se tornou
o rei do inferno e ele certamente está andando pelo mundo para perder as almas
e esperando por cada um que não cumpre a sua obrigação diante do que Deus nos
pede.