Publicada em
A Redação - www.aredacao.com.br
É ruim para
a Igreja que as principais manchetes em relação à religião se tratam de
padres pedófilos e que muitos deles ainda mantém-se firmes em suas
funções, sem punição. Mas para não deixar esse texto longo, vamos deixar de
lado tantos escândalos que têm abalado as estruturas da Igreja e vamos nos ater
somente a nossa situação atual.
Infelizmente,
sabemos muito bem que a Igreja, corpo vivo de Jesus Cristo, é verdadeira e
infalível, mas também sabemos que a Hierarquia da Igreja é santa e pecadora!
Não podemos
nos calar e nem nos esmorecer diante daquilo que julgamos injustiças praticadas
pelos dirigentes da hierarquia da Igreja até porque há nela, também, religiosos
de ilibada idoneidade moral e religiosa e que não têm poder nem voz para
protestar contra esse status quo reinante no seio da Igreja católica.
Sei bem que
a Igreja não vê com bons olhos a projeção individual de algum religioso na sua
comunidade. O amor dos fiéis ao mesmo e sua popularidade diante da comunidade
incomoda as autoridades e a atitude comumente tomada costuma ser seu
afastamento da população. Mas a quem satisfaz afastar o padre Luiz Augusto dos
milhares de fiéis da Comunidade Atos se ele é um sacerdote que vive em
constante doação ao próximo? Qual é a real missão da Igreja?
Infelizmente
a inveja, os ciúmes, as tramóias de bastidores não são privilégio da sociedade
civil e dos leigos. Ela está presente no seio da Igreja e nos dias atuais,
corrói essa estrutura. Num esclarecimento nada convincente, foi sugerido que o
afastamento do Padre se dava para uma “correção de postura”. No entanto, o
tempo se passa, a “postura” foi corrigida e ele ainda continua sendo punido. Se
a Arquidiocese ainda tem algo mais a ser corrigido, chame os fiéis da
Comunidade Atos e corrijam rápido, pois muita gente depende das ações da
Comunidade até pra comer.
Alguém, por
acaso, se prontificou a ajudar as centenas de famílias carentes do lixão de
Aparecida de Goiânia, cadastradas e ajudadas pela comunidade Atos? Por que
punir milhares de famílias que se sentem órfãs de seu pai espiritual? Até
quando os fiéis da Comunidade Atos da Arquidiocese de Goiânia continuarão sendo
punidos sem as missas que eles assistiam? É direito de todo cidadão católico
escolher a sua paróquia para assistir as Santas Missas e doar o seu dinheiro. E
nós escolhemos a comunidade Atos onde pretendemos ficar. Ninguém em sã
consciência vai doar seu dinheiro para financiar apartamentos de luxo ou
relógios de ouro ou mesmo “merecidas férias”.
Queremos
nosso dinheiro empregado nas obras sociais, nas cestas básicas, nos cobertores
para as famílias carentes. É para essa finalidade que centenas de famílias,
ricas em generosidade e solidariedade, doam seu dinheiro e seu trabalho sob o
comando do Padre Luiz Augusto. Tudo é muito transparente, pois vimos as obras
crescerem e se frutificarem na certeza de um trabalho sério e bem executado.
O povo tem o
direito de pedir, sofrer, clamar. O povo tem o direito de ser ouvido e
principalmente respeitado. O assunto em questão não é um jogo de futebol onde
se tem torcedores e vencedores, no entanto, aqueles que por alguma razão não
simpatizam com a pessoa do Padre, se sentem no direito de ofender, agredir
verbalmente e até caluniar aqueles que o admiram e o defendem contra as
maldades dos homens. Nós estamos sendo tratados como “AQUELE POVO DO PADRE
LUIZ”, “POVINHO SEM SABEDORIA”, “AS MARIOLAS RICAS E MIMADAS DO PADRECO”. O que
é isso, gente? A igreja deve ser no mínimo imparcial, coerente, justa e sem
divisão. "A Igreja precisa crescer na coerência entre o que prega para
fora e o que pratica dentro dela mesmo".
Soraya Porto Sebba Chater, cirurgiã-dentista
Junto com outros profissionais de saúde, há muito somos voluntários nos programas sociais de saúde pública da Atos Saúde, tema da atual Campanha da Fraternidade. Por que dividir se podemos somar?
Nenhum comentário:
Postar um comentário
os comentários somente referentes ao blog, sem ofensas e com nome e sobrenome. Os ANÔNIMOS serão descartados. Até 10 linhas.